CRMV-PE alerta a população sobre sobre a vacinação contra a raiva animal em Pernambuco
19 de maio de 2025 – Atualizado em 21/05/2025 – 11:35pm
Um cão com raiva foi confirmado no município de Paulista, e morcegos infectados com o vírus foram detectados no Recife. A circulação da doença no estado reforça a necessidade de vigilância e prevenção. Todos os tipos de morcegos podem transmitir a raiva, não apenas os hematófagos, que se alimentam de sangue. Quando infectados, esses animais costumam apresentar sinais neurológicos, como paralisia nas asas, e caem ao chão durante o dia, o que é um comportamento anormal.
Morcegos caídos podem ainda estar vivos e tentar morder, representando risco real de transmissão do vírus. Nunca se deve tocar nesses animais com as mãos desprotegidas. É fundamental acionar imediatamente os órgãos de saúde ou controle de zoonoses do município. Apesar do risco, os morcegos exercem funções importantes no equilíbrio ecológico, como controle de insetos, polinização, reflorestamento e dispersão de sementes. Eles não devem ser mortos, mas sim monitorados pelas autoridades competentes.
Outros animais silvestres também são reservatórios naturais do vírus da raiva, como raposas, guaxinins e macacos. Esses animais podem transmitir a doença por meio de mordidas ou arranhões, o que aumenta a urgência da vacinação de cães e gatos como medida de proteção coletiva. A raiva é uma zoonose grave, incurável após o início dos sintomas, e de notificação compulsória. A identificação e comunicação imediata de casos suspeitos são essenciais para permitir que as autoridades de saúde atuem com rapidez na contenção de surtos.
É essencial vacinar anualmente todos os cães e gatos, inclusive os que vivem dentro de casa e os idosos. Deve-se evitar contato com animais silvestres, especialmente se estiverem agindo de forma estranha. Em caso de agressão por animal suspeito, é preciso lavar o ferimento com água e sabão e procurar atendimento médico para avaliação e possível profilaxia contra raiva.
Os médicos-veterinários são peças-chave na vigilância epidemiológica, pois atuam na vacinação, notificação de casos e orientação da população. Eles são fundamentais na luta contra a raiva e na proteção da saúde animal, humana e ambiental. A prevenção da raiva começa com informação, responsabilidade e ação coletiva. Com o compromisso de todos, é possível proteger a saúde única: animal, humana e ambiental.
CRMV-PE — Em defesa da vida em todas as suas formas.
