Os médicos veterinários pernambucanos estão em alerta. Isso porque nos últimos dois anos, houve um aumento significativo dos casos de esporotricose transmitida por gatos infectados para humanos no Estado. E se antes o foco do problema estava concentrado no litoral, hoje já há disseminação da doença pelas cidades do interior. Uma situação de saúde pública que merece atenção imediata, pois é real o risco do problema se transformar em uma epidemia zoonótica, como aconteceu com o Rio de Janeiro entre 1998 e 2004, quando foram diagnosticados 1503 gatos, 64 cachorros e 759 humanos com esporotricose.
Para evitar o problema, o Conselho Regional de Medicina Veterinária – Pernambuco (CRMV-PE), através das comissões de Ética, Bio-Ética e Bem Estar Animal, Clínicos e Saúde Pública, se uniram a protetores e representantes de políticas públicas voltadas para o bem-estar animal para debater o assunto. Em reunião realizada na sexta-feira (17), com coordenação da médica veterinária Roseana Diniz, presidente da Comissão de Ética do CRMV-PE, foram debatidos os sintomas da doença, prevenção, as possibilidades de tratamento e também as formas de contagio. O encontro ainda resultou na elaboração de um documento coletivo com sugestões de políticas e ações que possam contribuir para o controle da doença no Estado. A ideia é unir forças de todos os lados envolvidos para evitar o crescente número de contaminação dos seres humanos, além de garantir aos animais infectados um encaminhamento adequado.
Entenda mais sobre o assunto com o vídeo da prof.ª Roseana: